Vape de tabaco aquecido altera vasos sanguíneos no 1º uso, diz estudo
27/10/2026, às 21:00

Comercializados por fabricantes com a promessa de serem alternativas "menos nocivas" ao cigarro convencional, os dispositivos eletrônicos que aquecem o tabaco em vez de queimá-lo provocam alterações imediatas no sistema circulatório desde o primeiro consumo. É o que revela uma pesquisa publicada no periódico científico European Journal of Preventive Cardiology.
O estudo foi conduzido por pesquisadores alemães que avaliaram 30 fumantes considerados saudáveis, com idade média de 34 anos, medindo seus indicadores vasculares antes e imediatamente após a utilização do aparelho.
Principais achados do estudo
Os exames de monitoramento clínico identificaram impactos fisiológicos diretos no organismo logo após as tragadas:
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Efeito cardiovascular: Aumento nos níveis da pressão arterial;
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Prejuízo vascular: Queda de 11% na função e elasticidade dos vasos sanguíneos;
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Dano celular: Presença de marcadores indicando danos ao DNA das células do sangue.
De acordo com os autores, os resultados desafiam a narrativa da indústria de que a ausência de combustão direta torne o produto seguro para o coração e para as artérias.
Qual a diferença entre os tipos de vape?
Enquanto o vape mais popular no mercado funciona através do aquecimento de um e-líquido com essências e nicotina sintética, o modelo analisado no estudo aquece refis do próprio tabaco vegetal a altas temperaturas, sem gerar cinzas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforça que ambas as apresentações são classificadas como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) e têm a comercialização, importação e propaganda estritamente proibidas em todo o território nacional.
Para quem busca interromper o vício do tabagismo, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento 100% gratuito na rede básica, incluindo acompanhamento psicológico e medicamentos auxiliares.
