Câmara aprova incentivo a startups de saúde pública e inclusão no PLP
Publicado em 02/11/2026, às 21:00

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 124/24, que altera o Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182/21). O objetivo da proposta é estimular empresas de tecnologia focadas em três áreas estratégicas: saúde pública, inclusão de pessoas com deficiência e desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O texto aprovado é o parecer substitutivo do relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), para a proposta original apresentada pelo deputado Amom Mandel (Republicanos-AM).
Frentes beneficiadas e inovação no SUS
A legislação passa a inserir diretrizes específicas para direcionar fomento a soluções com alto impacto social e assistencial:
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Saúde Pública: Soluções digitais direcionadas à gestão de hospitais, expansão da telemedicina, implementação de prontuários eletrônicos e otimização da Atenção Primária à Saúde.
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Inclusão e Acessibilidade: Desenvolvimento de tecnologias assistivas voltadas a pessoas com deficiência (PCDs), pessoas no espectro autista e demais condições neurodivergentes.
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Bioeconomia Amazônica: Projetos de inovação dedicados à conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida de populações locais na Amazônia.
Prioridade de fomento e sandbox regulatório
Para evitar questionamentos orçamentários e entraves constitucionais, o relator retirou do texto original a concessão direta de isenções fiscais ou linhas de crédito exclusivas. Em substituição, o projeto estabelece que startups desses setores terão prioridade no acesso a programas públicos de apoio técnico e editais de incentivo à inovação.
Além disso, a medida autoriza órgãos públicos a criarem ambientes regulatórios experimentais (sandboxes regulatórios). O formato permite que novas tecnologias assistenciais e ferramentas digitais de saúde sejam testadas em escala real de forma ágil, segura e monitorada.
Próximos passos legislativos
A proposta, que tramita em regime de apreciação pelo Plenário, será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Para se converter em lei, precisará do aval final da Câmara e do Senado Federal.
