OMS cobra acordo global de pandemias diante de novos surto de ebola
Publicado em 02/11/2026, às 21:00
A Organização Mundial da Saúde (OMS) renovou seu apelo internacional pela conclusão do acordo global sobre pandemias. Na abertura da nona reunião do Grupo de Trabalho Intergovernamental (GTI), em Genebra, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, cobrou dos Estados-membros o fim dos impasses diplomáticos para proteger a população global contra novos agentes patogênicos.
O líder da OMS lembrou que surtos recentes e letais — como a epidemia de ebola na República Democrática do Congo, que superou 10 mil infectados e 5 mil mortes, e episódios de hantavírus — evidenciam que ameaças sanitárias em qualquer região do planeta representam risco iminente para todos os países.
O impasse no mecanismo PABS
Embora os países tenham aprovado a estrutura geral do acordo em maio de 2025, a implementação efetiva do tratado depende da negociação do anexo PABS (Sistema de Acesso a Patógenos e Partilha de Benefícios). A ferramenta busca regular o acesso a amostras de vírus e bactérias em troca da distribuição garantida de vacinas, testes e insumos terapêuticos aos países em desenvolvimento.
Segundo Adhanom, a desigualdade presenciada durante a pandemia de Covid-19 — em que nações ricas estocaram imunizantes enquanto populações vulneráveis aguardavam suprimentos — custou vidas e acelerou o surgimento de novas variantes.
Perspectivas em Genebra
As rodadas de negociação no GTI seguem até o dia 13 de novembro com a meta de selar a redação final do texto. Para a OMS, a aprovação do sistema PABS é a "última peça do quebra-cabeça" para estabelecer uma resposta internacional coordenada, soberana e justa diante de futuras emergências de saúde pública.
